Booking.com

Hoje completamos 11 dias de viagem. 11 dias escutando idiomas que não identificamos, dormindo em mais de oito camas diferentes, sentindo gostos desconhecidos, subindo e descendo de long tail boats, barganhando, sorrindo para alguém quando não entendemos algo e admirando toda a beleza do sul da Tailândia.

collect moments not things 2

Essa semana conhecemos o primeiro grupo de colegas que passamos mais tempo juntos, formado por oito brasileiros que estudam e vivem na China. Foram horas de conversa sobre curiosidades da cultura chinesa, japonesa, muitos casos e planos de viagem. Na despedida, me emocionei, porque uma das meninas me fez um presente físico, algo que eu queria comprar há tempos, algo que eu não esperava.

Esses dias que compartimos juntos me recordou outro grupo de viajantes que conhecemos no Marrocos, durante uma viagem de dois dias para o deserto de Zagora, onde haviam chilenos, americanos, espanhóis, argentinos e uma alemã, que nos contaram coisas incríveis sobre as suas viagens mundo afora; fiquei encantada com uma das meninas, que teve um ano sabático em que trabalhou em um circo na Austrália e por isso, viajou muito pelo país e tinha histórias maravilhosas. Também me lembrei de outros amigos que fiz em um ano novo que decidi ir sozinha para Buenos Aires, em 2007 e falo com alguns deles até hoje.

Todos esses grupos e pessoas tinham trajetórias diferentes da minha; alguns eram mais novos, outros mais velhos, mas todos tinham muitas histórias e planos para compartilhar. Como eu já disse em um post sobre encontros e despedidas, a cada “adeus, nos encontramos por aí”, eu deixei um pouco de mim e eles e elas um pouco de si.

Ao me despedir desse grupo de colegas, eu e o Átila subimos em um barco para mudar de hotel. No mesmo barco conhecemos uma senhora italiana, que só de ouvir o idioma me remeteu às minhas viagens por Roma, Firenze, Napoli… e a todos os cheiros, gritos, mãos balançando, sorrisos e o “Ciaaaaaooo Ludmy” de uma grande amiga minha. Conversamos um pouco entre mímicas, palavras de inglês, espanhol e italiano e nos despedimos com um sorriso, cada uma para um lado oposto de uma praia maravilhosa.

Viajar é isso, é ter um pouco de cada lugar, cada momento, cada pessoa que você encontra dentro de si mesmo. Chega a ser egoísta, porque isso realmente ninguém pode tirar de você.  Acho que Agnes Repplier tinha razão: “A vontade de viajar é um dos melhores sintomas da vida”.