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Sobre a felicidade e viajar: a minha escolha

“Vai viajar de novo?” felizmente é uma pergunta comum na minha vida desde que eu me considero gente, já que viajo e me mudo de cidade há anos, acompanhando os meus pais. E por isso decidi escrever sobre a felicidade e viajar.

Aos 19 anos fiz um intercâmbio de 4 meses nos EUA e aos 22,  sem ao menos pegar o diploma da faculdade, decidi que tinha que aprender espanhol e embarquei para Toledo, uma pequena cidade medieval espanhola ao lado de Madri. A viagem duraria quatro meses, mas durou quatro anos e meio.

Nesse tempo aprendi muitas coisas, muitas delas relacionadas a um estilo de vida mais simples, mas não menos feliz, pelo menos para mim. Foi na Espanha que eu aprendi que empregada doméstica é um pequeno luxo, que cozinhar para si mesmo pode ser prazeroso, que a televisão é um mal descartável,  que caminhar pelas ruas e respirar ar puro é bem melhor que viver preso dentro de um carro, em um trânsito infernal; lá aprendi a viver sem tudo isso e reorganizei minhas prioridades mentalmente. Hoje o meu suado dinheirinho é investido em algo que enche os meus olhos e o meu coração de alegria a cada vez que subo ou desço de um avião, cada vez que escuto um idioma que eu não entendo, cada vez que me deslumbro com a beleza de algum lugar que até aquele momento eu tinha apenas sonhado em conhecer; o meu dinheiro é totalmente gasto em viagens.

Como toda pessoa apaixonada por viagens, eu passei o ano de 2013 inteiro procurando uma forma de realizar um sonho antigo: tirar um período sabático. Trabalho com marketing digital, amo o que faço, mas apesar disso, algo inevitável acontecia enquanto eu passava os dias sentada, trabalhando de frente para o computador: as horas e os anos passavam, e a cada ano, mais responsabilidades e compromissos surgiam, criando vínculos que com o passar do tempo são mais difíceis de deixar; e consequentemente, a cada ano ficaria mais difícil viajar por longos períodos.

Foi em uma bela manhã do dia 4 de Outubro, 25 dias antes de cumprir os meus 28 anos anos e em pleno inferno astral, que eu vi “O chamado”, antes de sair pro trabalho, uma promoção no Melhores Destinos: Bangkok por apenas R$1647 ida+volta. Fui trabalhar agitada, pensando em como eu poderia fazer para ir para a Ásia e conhecer todos os países que eu sonhava em visitar. Ao chegar em casa, conversei com o Átila, fizemos nossos cálculos e previsões e decidi largar o tão amado trabalho para viver a viagem que eu sempre quis.

A grande motivação da minha decisão foi: se não agora, quando? Tenho muitos amigos que viajam tendo filhos e uma casa própria e sei que a vida não acaba ao criar raízes, mas convenhamos, tudo é mais simples quando ainda não há grandes responsabilidades e de quebra, um companheiro que te apoia e que ama viajar tanto ou mais que você. Eu não esperei o momento perfeito, que seria economizar muito dinheiro para viver em perfeitas condições nesse período de tempo, e essa sempre foi a minha filosofia de vida:  não espere o momento perfeito, porque há uma grande probabilidade que ele não chegue; crie o momento, a oportunidade e dê o primeiro passo em vez de pensar que o mundo é injusto e as coisas  não acontecem com você.

Esse ano li muitos artigos sobre a busca da felicidade, e é comum ver títulos como “10 Things Happy People Do Differently”, “10 Things Happy People Don’t Do”, etc. e também estou acompanhando um projeto muito legal, o Gluck Project, do Fred Di Giacomo e da Karin Hueck, que é totalmente voltado para a busca da felicidade. Respeito muito o trabalho deles e acredito em iniciativas que nos ajudem a descobrir “o caminho”. Hoje posso dizer com muita alegria e firmeza que para mim, a fórmula da felicidade é muito simples (e clichê): dedique tempo e energia apenas no que você acredita, seja em um projeto ou negócio próprio, seja viajando ou simplesmente encontrando a forma de realizar um grande sonho.

E se você está se perguntando o que farei depois ou o que você faria depois de uma viagem sabática,  não se preocupe: a vida continuará tal qual você deixou antes de embarcar na viagem da sua vida. A diferença é que você vai voltar mais rico – de espírito e de experiências.

Hoje chegamos em Bangkok, ponto de partida de uma grande viagem. Compartilharemos as nossas descobertas, surpresas e dia a dia aqui no blog, na nossa página no Facebook e no nosso Twitter. À medida que traçarmos o roteiro, aceitaremos dicas e sugestões para aproveitar melhor cada destino!

Termino esse post com uma frase do Jeff Goins compartilhada no Viagem e Voo:Eu escolhi viajar. Não para ser um turista, mas para descobrir a beleza da vida – para me lembrar que não estou completo.”

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