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Papo pré viagem… Cultura ou Praia? Os dois? Só temos 12 dias! Vamos conhecer então o básico, vamos para Cancún! Decidido! Mas Cancún é muito batido, né não? Tá bom! Vamos ver o que dizem os sites gringos Condé Nast Traveller e Travel + Leisure. Tulum e Holbox! Vamos pra lá! Mas pera. Temos amigos na Cidade do México, e eu tenho vontade de conhecê-la… E a logística disso tudo? Dá para ir de ônibus ou só de avião? (…) Não é fácil fechar o roteiro de uma viagem para o México, e depois de tanto ler, ver fotos, vídeos e analisar o Google Maps, me senti na pele de um gringo planejando conhecer o Brasil. Queríamos chegar e ver um pouco de cultura antes de lagartear no Caribe, então decidimos sair de São Paulo e parar por três dicas em CDMX (Cidade do México) e em seguida teríamos os nossos dias de relax na Riviera Maya.

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Cidade do México vista da Torre Latinoamericana. (Foto: Átila Ximenes)

Viajamos de Copa Airlines, voo tranquilo, com parada rápida no Panamá. Como eu ficaria uns dias a mais do que o planejado para mergulhar, não tinha ainda a minha passagem de volta. No balcão da Copa, ao fazer o check-in, a atendente me pediu o bilhete de volta e falou que eu apenas embarcaria se o tivesse em mãos ou no email. Tive que comprar a minha volta na hora, e como comprei com pontos Smiles, as únicas opções eram: executiva da Aeromexico, nada mal… Chegamos um pouco antes da meia-noite na em CDMX, a imigração foi tranquila, o aeroporto estava vazio e logo conseguimos pegar o nosso Uber. Uber funciona por lá assim como em São Paulo, portanto, vá sem medo.

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Como falamos nesse post de onde ficar na Cidade do México, nos hospedamos no Downtown Mexico, hotel membro do Design Hotels e do Small Luxury Hotels of the World. O hotel atualmente é um dos hotspots da cidade, onde além de bem frequentado é palco de eventos e jantares de grandes marcas. Localizado  no centro histórico da Cidade do México, em um palácio restaurado do século 17, o hotel é uma mescla colonial com arquitetura industrial. Os quartos são cheios de estilo, com cama e travesseiros super confortáveis, com uma varanda com vista para a rua, wi-fi grátis, TV de tela plana, base para iPod, frigobar e cofre. O café da manhã está incluso na diária e é bem servido.

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Quarto do Downtown México (Foto: Divulgação)

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Café da manhã no Downtown México (Foto: Átila Ximenes)

A piscina da terraça é ótima para relaxar depois de um dia andando pela cidade. Uma vez por lá, aproveite para pedir os tacos e o guacamole com nachos para petiscar, são incríveis.

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Piscina do Downtown México (Foto: Divulgação)

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Piscina do hotel combina com… Tacos, guacamole, nachos e cerveja! (Fotos: Átila Ximenes)

Dia 01 – Casa Azul, Coyoacán e Xochimilco

Acordar no Centro Histórico fez toda a diferença. Animados, tomamos o nosso café da manhã e fomos direto para o lugar que mais queríamos conhecer, a Casa Azul, onde morou a artista mexicana e ícone Frida Kahlo, que hoje é um museu aberto ao público. Para quem já leu, assistiu documentários ou filmes sobre a artista, a visita é emocionante! Estar onde Frida viveu foi meio que um “sim, chegamos no México”. Para evitar filas, compramos as nossas entradas no site do museofridakahlo.org.mx por 120 pesos (R$ 24,00).

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Casa Azul, Museu da Frida Kahlo (Foto: Átila Ximenes)

Horários: o museu fecha às segundas-feiras, portanto programe-se para conhecê-lo entre terça e domingo. Terça das 10h às 17h45, quarta das 11h às 17h45 e de quinta a domingo das 10h às 17h45. Aceitam cartões de débito e crédito Visa e MasterCard. Além das segundas, o museu fecha nas datas: 01/01, 21/03, 01/05, 16/09, 21/11, 25/12 e 31/12.

Londres 247, Del Carmen, Coyoacán, 04100 Ciudad de México.

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Casa Azul, Museu da Frida Kahlo (Foto: Átila Ximenes)

Saímos da Casa Azul e fomos até a Praça de Coyoacán em busca de tacos, nachos, quesadillas, guacamole e afins. Paramos em um restaurante e pedimos dois tradicionais tacos al pastor. Que maravilha! Pedimos também guacamole com nachos e duas cervejas para brindar o início da viagem.

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Iniciando os trabalhos gastronômicos (Fotos: Átila Ximenes)

Depois de iniciar os trabalhos na gastronomia mexicana, conhecemos um pouco a praça, que é repleta de restaurantes legais – para todos os estilos e bolsos, e paramos na Churreria General de la República, que está em funcionamento desde 1990, para dar check em outro ítem gastronômico, os churros.

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Churreria Genereal de la República (Foto: Átila Ximenes)

Tínhamos vários lugares que queríamos conhecer na Cidade do México, mas falamos para os nossos amigos que estávamos abertos a experiências mais locais. Nos levaram então para Xochimilco. Anotem esse nome: Xochimilco. Localizado a 20km do centro, a Veneza mexicana, como é conhecido o lugar, é uma das atrações mais frequentadas pelos locais nos finais de semana, em comemorações e etc. No total, o canal possui 190 km, e as atrações principais são as trajineras, ou gôndolas, que comportam até 20 pessoas. São mais de 3.000 embarcações para lá e para cá, com comemorações de casamentos, festas de aniversários, formaturas, batizados e afins. Logo quando chegamos, os trajineros (capitães dos barcos), nos acompanhou sem parar oferecendo os seus serviços. Os valores são a partir de 350 pesos por pessoa (negociável dependendo da quantidade de pessoas).

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Xochimilco, a Veneza mexicana (Fotos: Átila Ximenes)

De Xochimilco fomos para o bairro Roma Sur. O destino: Cine Tonalá, um cinema/bar/restaurante cheio de estilo.  O lugar também é palco de shows de stand up, shows de música e festivais de cinema. Os hambúrguers possuem caras ótimas, mas ficamos mesmo nos petiscos e nos drinks, que estavam ótimos. É um lugar interessante para um happy hour cheio de locais! Há estacionamento para bicicletas e fica perto do metrô Centro Médico.

Tonalá 261, Cuauhtémoc, Roma Sur, 06760 Ciudad de México, D.F, México.

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Cine Tonalá (Foto: Átila Ximenes)

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Cine Tonalá (Foto: Átila Ximenes)

Dia 02 – Zócalo, Museu Nacional, Polanco e Coyoacán

O nosso segundo dia na Cidade do México foi dedicado a ver parte Praça da Constituição, mais conhecida como Zócalo, o coração da cidade. A praça, considerada uma das maiores do mundo, é palco de importantes eventos políticos e culturais do país. Por lá você encontrará alguns cartões postais de CDMX, como a bela Catedral Metropolitana.

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Catedral Metropolitana (Foto: Átila Ximenes)

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Zócalo (Fotos: Átila Ximenes)

Muitos momumentos históricos estão pelas redondezas, como o Palácio Nacional, repleto de obras de arte. O lugar, que já serviu de aposentos do imperador asteca, é aberto ao público (cultura para todos) e é palco da obra de Diego Rivera “México, através dos séculos”, onde o artista descreve através de suas pinturas a história nacional, da chegada dos espanhóis até a revolução do século XX.

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Painel de Diego Divera (Foto: Átila Ximenes)

Saímos do Palácio Nacional e fomos admirar a cidade de um dos rooftops do Zócalo. Escolhemos o El Balcon del Zocalo, especializado na cozinha mexicana conteporânea, onde geralmente recebe turistas que já possuem reservas, portanto, se você deseja almoçar com a vista incrível da cidade, reserve o seu horário com antecedência.

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Zócalo (Foto: Ludmy Paiva)

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Vista do rooftop (Foto: Átila Ximenes)

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Zócalo (Foto: Átila Ximenes)

No final do dia fomos para um happy hour com os nossos amigos que vivem na Cidade do México. Como eles trabalham pela região de Polanco, chamamos um Uber e fomos até lá. Chegamos no Pacífica, uma marisqueria bem frequentada do bairro, com 90% de locais, e na real, acho que os únicos extrangeiros éramos eu e Ludmy. Os tacos são gourmetizados, assim como todos os pratos da casa.

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E quando a galera anima depois do happy hou? A gente continua! De lá voltamos para o bairro Coyoacán, e a próxima “atração” seria o La Coyoacana, um restaurante tradicional cheio de mexicanos felizes com mariachis simpáticos que não paravam de tocar de mesa em mesa. Enquanto aguardávamos a espera para entrar no restaurante (40 min), fomos no Mercado de Coyoacán, um food market com comidas tradicionais, daquelas que vale a pena a viagem.

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Entramos no restaurante e pedimos uma rodada de Mezcal para começar, e também experimentamos algumas cervejas locais enquanto continuávamos na busca do taco perfeito. 😉 O La Coyoacana é daqueles lugares tradicionais, point de amigos e famílias que buscam diversão nos finais de semana.

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Dia 03 – Centro histórico: Casa dos Azulejos, Torre Latinoamericana e Palácio de Bellas Artes

Como teríamos apenas a manhã para continuar conhecendo a cidade, optamos por ficar por perto e ir até alguns pontos turísticos que estavam destacados em nosso guia da Lonely Planet, como: Casa dos Azulejos, a Torre Latino Americana e o Palácio de Bellas Artes.

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Centro histórico da Cidade do México (Foto: Átila Ximenes)

A história do Palácio Azul, como antes era conhecida a Casa dos Azulejos, começou no século XVI. Construída o estilo churrigueresco, teve os seus azulejos da faixada feitos na China, exclusivamente para a casa, mas há boatos que os mesmos foram feitos em Puebla, em 1653. Independente de onde foi feito ou não, o lugar está na lista do que ver no centro histórico da capital mexicana, e lá fomos conhecê-la. Por fora o lugar não me chamou muita atenção, mas dentro há um restaurante que parecia ser bom, já que havia uma fila com umas 15 pessoas na espera de mesa para sentar. Alí sim achei válido ter uma experiência, infelizmente não tínhamos tempo para tal. Entre as mesas há uma fonte, música ao vivo comandada por um pianista, vale a pena tentar fazer reserva antecipada e viver a experiência.

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Casa dos Azulejos (Foto: Átila Ximenes)

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Casa dos Azulejos (Foto: Átila Ximenes)

Logo ao lado da Casa dos Azulejos está a entrada da Torre Latinoamericana, o primeiro arranha-céu do México, que foi considerado por muitos anos o prédio mais alto da América Latina. Inaugurada em 1953, a torre possui 43 andares, e a principal atração é ir até o mirante, no último andar, onde é possível ter uma visão panorâmica de 360 graus da cidade. Além do mirante, há um café, loja de souvenir e um restaurante. O Valor da entrada do mirante com o Museu da Cidade do México sai por menos de R$ 20.

 

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Cidade do México vista da Torre Latinoamericana. (Foto: Átila Ximenes)

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Palácio de Bellas Artes visto da Torre Latinoamericana. (Foto: Átila Ximenes)

Para finalizar o nosso tour fomos até o Palácio de Bellas Artes, principal palco teatral e cultura da cidade, que chama atenção de longe devido a sua arquitetura no estilo Beaux Arts com mármore branco de carraca, e internamente pelos murais do artista Diogo Rivera. Para os que possuem mais dias, vale a pena olhar a programação e tentar encaixar algum espetáculo no roteiro.

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Palácio de Bellas Artes (Foto: Átila Ximenes)

Voltamos para o hotel e seguimos para o aeroporto. Próxima parada: Playa del Carmen e o mar azul do Caribe mexicano. 🙂 

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Ciudad de Mexico, mucho gusto! Gracias por todos!

*Viajamos para a Cidade do México em parceria com o Smiles e o Downtown Mexico. Toda informação deste post é referente a real experiência vivida pelo blogueiro.