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Marrakech: tudo o que você precisa saber

Há anos o Marrocos me atraía pela sua diferente cultura, religião e costumes, e depois de tanto ler sobre o país eu sonhava em tomar um chá de menta na movimentada Jeema El Fna, uma noite no deserto, me perder pela Medina de Marrakech e observar, apenas observar como os marroquinos se comportavam, o modo de se vestir, de agir e até mesmo a acolhida de quem chegava de outros países. Depois de apenas seis dias conhecendo Marrakech, com direito a uma excursão passando pelas cidades de Ouarzazate, Ait Ben Haddou e uma noite no deserto de Zagora, posso dizer que o Marrocos foi para o topo, e agora é classificado como o lugar mais bonito e diferente que já conheci.

marrakech-marrocos

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O motivo pelo qual fiquei encantado pelo país? Foi lá que vivi a experiência de dormir em um deserto e observar o céu mais estrelado, onde experimentei os sabores mais variados, senti um calor de 35ºC durante o dia e -1ºC pela noite, passei dois dias em uma van com pessoas de diferentes nacionalidades falando seis idiomas ao mesmo tempo, senti novos cheiros ao entrar nos souks e vi sorrisos estampados nos rostos durante 24h. Além de ter visto o pôr do sol de camarote em um dos terraços da Jeema El Fna e simplesmente ficar extasiado ouvindo o som que saía da torre da mesquita chamando o povo de lá para orar uma das cinco orações diárias do Islão.

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Logo ao cruzar o estreito de Gibraltar, que é a separação do Mar Mediterrâneo e do Oceano Atlântico, e que divide a Europa da África, tudo muda. Montanhas e desertos formam uma das paisagens mais bonitas que já vi da janela de um avião, e a ansiedade de chegar apenas aumentava. Após quase duas horas de voo uma cidade com tons avermelhados surgia e de longe avistamos Marrakech, e eu estava perto de marcar um novo check na minha gigante lista de desejos viajante.

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O desembarque no aeroporto internacional Menara foi rápido e a longa e demorada fila da imigração me deixava impaciente, apenas queria logo sair do aeroporto para ver a cidade. Carimbo no passaporte e pegamos o transfer para o hotel. A arquitetura, placas escritas em árabe, mulheres usando burcas, turistas para todos os lados e o trânsito mais caótico que já vi na vida. Sim, naquele momento eu senti que estava no Marrocos e a sensação era ótima, pois tinha superado o que eu esperava. Pode parecer demais a minha vontade pelo país, mas ao acabar esta série de posts vocês entenderão. Aos poucos irei postando tim tim por tim tim da viagem, mas por enquanto, deixo algumas dicas básicas para você que está pensando em visitar a cidade.

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Dicas básicas

Site de turismo do país – www.visitmorocco.com

Informações turísticas – Quase não vi pontos de informações turísticas. Mas sei da existência das Délégations du Tourisme.  Place Abdelmmoumen Ben Ali, Av Mohamed V, Gueliz – Marrakech. Telefone 212 (0) 524-43-61-31/79. [email protected]

Moeda – A moeda local é o Dirham marroquino (DH). Em abril/2013  1 euro estava valendo 11 dirhams.

Câmbio – Há casa de câmbio no aeroporto, onde trocamos um pouco para o primeiro dia. Ao redor da praça Jeema El Fna há várias casas de câmbio oficiaise vi alguns caixas eletrônicos que você pode sacar a moeda local. Ande sempre com o passaporte em mãos, para caso seja solicitado.

Fuso horário – 04 horas a mais do horário de Brasília.

DDI – 212 / Código de acesso da cidade – 524

Imigração – 212 (0) 522-53-96-10 / 97-10

Embaixada do Brasil – Avenue Al Jacaranda, M-10, Secteur 2, Hay Riad, 10100 Rabat, tel. 212 (0) 537-71-46-63 / 71-46-13 / 71-61-10. Em feriados ou finais de semana (ou em caso de emergência) o número de contato é 212 (0) 664-96-87-54. E-mail: [email protected].

Internet – A internet deixa um pouco a desejar, mesmo nos hotéis, onde a maioria funcionam apenas no lobby. Há alguns cyber cafés ao redor da praça Jeema El Fna.

Segurança – Sabe as dicas básicas de segurança durante uma viagem? Use todas no Marrocos. Não ande com objetos de valor, coloque sua câmera em uma mochila, guarde bem o seu dinheiro no quarto do hotel, e se tiver cofre não deixe de usá-lo. Se for sair a noite, redobre a atenção.

Trajes – Roupas curtas e decotadas ainda são tabus na cultura muçulmana, mas vi diversas meninas usando short e regata. Use o bom senso.

Gorjetas – Não há regra, mas são frequentes.  Ande com moedas para pagar fotos com serpentes, macacos, artistas, e orientações (em um dos dias um garotinho nos ajudou a encontrar uma agência de passeios e assim que chegamos ele estendeu a mão, solicitando a sua gorjeta). Os marroquinos, em especial as mulheres, não gostam de serem fotografados.

Gastronomia – Na Medina e ao redor de toda a Praça Jeema El Fna há vários restaurantes. Não deixe de experimentar o cuscuz marroquino e o tajine, faremos um post gastronômico nos próximos dias.

Como sair do aeroporto – Um táxi do aeroporto a Praça Jeema El Fna sai por uma média de 15 euros, há também algumas empresas de transfer logo no desembarque.

Circular pela cidade – Táxi não é o mais barato, mas foi como nos locomovemos pela cidade.

Língua oficial – Árabe, a segunda língua é o francês. Não tivemos problemas com inglês e espanhol.

Companhia aérea – Ryaniar, Iberia, Tap, KLM, British Airways, Royal Air Maroc e Air France.

Empresa de tremONCF

Passeios para o deserto – Em breve um post exclusivo sobre a nossa experiência no deserto, mas logo aviso que é uma bagunça total e independente da agência que você compre, as vans saem pela manhã com passageiros de todas as agências, não vá pensando que cada agência tem sua própria van.

Onde ficar – Ficamos hospedados no Club Med Le Palmeraie, que fica a meia hora da Jeema El Fna, onde tudo acontece em Marrakech. Se você busca movimentação e viver 24h a cidade, fique pela Medina. 

Bancos – Os bancos funcionam de segunda a sexta, das 8h15 às 14h15. Há caixas eletrônicos em alguns lugares, mas indico que leve boa parte do seu dinheiro em euro e troque nas casas de câmbio. Poucos lugares aceitam cartão de crédito.

Vacinas – Não são necessárias

Visto – Não há necessidade de visto para brasileiros

Voltagem – 220 V nas novas instalações e 110 V nas antigas, informe-se sempre na recepção.

Quando ir – No inverno a noite pode chegar a 4ºC, na primavera e outono a média é de agradáveis 25ºC e no verão o calor é grande, e chega bem perto dos 40ºC.