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Praias paradisíacas, areia branca, mar azul-turquesa e coqueiros, tipo aquelas imagens da tela de proteção do Windows. São muitos os fatores para a escolha de um destino para viver os dias de Lua de Mel, e os nossos cunhados Carlos Bueno e Larissa Paiva escolheram Cancún, no México. Para ajudá-los na organização da viagem entramos em ação com algumas dicas de hotel, chegada no país, câmbio e etc – e como retribuição, o mais novo casal do pedaço escreveu este post, para ajudar com dicas super valiosas os viajantes que estão planejando a Lua de Mel em Cancún.

Texto e fotos do post: Carlos Bueno e Larissa Paiva

Depois de passarmos nossa lua de mel no México fomos convidados a compartilhar com vocês esta experiência para dar ideias destes locais como destinos. Compramos passagens aéreas em promoção do Brasil para a Cidade do México, mas depois pagamos um valor muito alto para o trecho Cidade do México – Cancún. Então antes de embarcar em alguma promoção, a dica é pesquisar os preços de todos os trechos da viagem.

Em relação à moeda, os editores do “Vou Contigo Lifestyle” tinham nos orientado a comprar peso mexicano no aeroporto da Cidade do México e realmente foi a melhor opção (pesquisamos bastante!). Outra dica é levar real em espécie, pois é mais vantajoso trocá-lo por peso mexicano do que fazer a troca para dólar e depois para peso mexicano (só foi vantajoso pagar em dólar os passeios – todo o resto pagamos em peso mexicano). Além disso, nos locais turísticos vários vendedores aceitam reais e há agências de câmbio nos hotéis. Uma última dica sobre o aeroporto da Cidade do México é levar o check-in impresso se vai chegar em um terminal e pegar sua conexão pouco tempo depois no outro terminal, pois há um aerotrem de um terminal para o outro (é longe para ir caminhando), mas paradoxalmente é necessário ter o check-in impresso para acessá-lo. Outra dica da turma do “Vou Contigo Lifestyle” válida foi explicitar nos voos e nas reservas dos hotéis que estaríamos em lua de mel: ganhamos um quarto melhor, necessaires da companhia aérea, um espumante e morangos com chocolate.

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Para ir do aeroporto ao hotel e do hotel ao aeroporto em Cancún procure alguma van que faz este serviço logo que sair da área de desembarque – é bem mais barato do que táxi. Já na Cidade do México não encontramos este serviço e contratamos táxi. Como não há taxímetro no México, o segredo é combinar o preço antes de sair!

Uma unanimidade nas duas cidades é que para tudo se pede gorjeta (propina) explicitamente e pedem 15% como taxa de serviço em alguns restaurantes – então prepare o bolso ou a paciência para as caras feias e o mau-humor! Por fim, em relação à língua, em Cancún é fácil se virar bem com o “portunhol” em qualquer local, assim como nos locais turísticos na Cidade do México. Já nos outros locais na Cidade do México percebemos que não há muita paciência para ajudarem, por exemplo, a explicar as opções do cardápio que são bem diferentes para nós (como nopal, que é um tipo de cacto).

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Na região de Cancún ficamos um dia no hotel e fizemos três passeios com guias que duraram o dia todo:

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Isla mujeres 

Fomos de Cancún a esta ilha de balsa. Lá nadamos com golfinhos no Dolphin Discovery (não permitem o uso de máquinas próprias e se quiser fotos pagará 60 dólares por pessoa) e conhecemos toda a pequena ilha caminhando. Há vários restaurantes típicos e opções de compra para turistas com preços menores do que os outros locais. Que tal comprar caveiras coloridas ou itens bens típicos da riquíssima cultura maia?

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Chichén Itzá (significa na beira do poço do povo Itza)

Foi eleita uma das sete maravihas do mundo moderno, assim como o Cristo Redentor no Rio de Janeiro. O mais interessante é que nos equinócios do ano (os dias do início da primavera e do outono) a sombra do sol projeta a imagem de uma serpente em uma de suas fachadas. Como na base do templo (não é pirâmide porque pirâmide tem triângulos como lados!) há uma cabeça da cobra de pedra, tem-se a impressão de que a serpente está descendo o templo. Como para os maias a serpente é um símbolo sagrado, supõe-se que Deus desce do céu para fertilizar a terra. Outro mistério interessante é que bater palmas na frente deste templo que representa o calendário maia resulta em um eco, o que não acontece quando qualquer outro som é emitido. Por fim, visitamos um cenote (significa poço ou buraco), que trata-se de uma cavidade no relevo que expõe às águas subterrâneas e teve importante papel na cultura maia, como local de realização de sacrifícios humanos.

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Tulum (significa muralha)

Neste local há a praia considerada por muitos a mais bonita do México e trata-se das ruínas de uma cidade construída para a elite maia morar. Dos três passeios este foi o menos interessante, talvez porque não tenhamos explorado tanto. Neste mesmo dia fomos à Playa del Carmen e ficamos encantados mais uma vez com a areia branca e fina e a água cristalina com dois tons de azul do mar. Fizemos também uma massagem relaxante nesta praia.

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As principais dicas que temos em relação aos passeios são:

Não compre os passeios no hotel, pois vimos que são bem mais caros – a melhor opção é pesquisar o preço em diferentes agências em algum local turístico da cidade. Uma dica é comprar todos os passeios de uma só vez, de modo a negociar um melhor preço;

Pergunte previamente se o almoço está incluso e se há necessidade de levar sunga/biquíni;

O preço dos passeios nestas agências nem sempre é maior do que se for por conta própria ao local. Vimos isso em relação à entrada na famosa e animada balada-espetáculo do Cogo Bongo e para nadar com os golfinhos, por exemplo. O segredo é pesquisar!

Pergunte antes de comprar que horário será a saída para o passeio (para todos nos buscaram no hotel) e a chegada ao local de destino. Justamente para o passeio que não combinamos isso, nos colocaram em uma van e ficaram andando conosco mais de uma hora buscando pessoas em outros hotéis;

Não contrate hotel all inclusive se tiver vontade de explorar a região, pois isso o estimulará a sair do hotel para jantar. Além disso, como os passeios levam o dia todo, não estará no hotel no horário do almoço e alguns passeios incluem almoço;

Procure informações na Internet sobre o melhor quilômetro para procurar hotel em Cancún de acordo com seus interesses.

Por fim, na Cidade do México ficamos um dia todo em Teotihuacan (significa lugar no qual os homens se tornam deuses), onde as ruínas e pirâmides dão ideia do que foi a primeira metrópole do hemisfério ocidental – a pirâmide do Sol, por exemplo, é a terceira maior do mundo. Também almoçamos no restaurante La Gruta – é uma ótima experiência devido ao fato de se encontrar dentro de uma gruta e da decoração colorida. Para ir a Teotihuacan vá por metrô à Estação Central Norte, de onde gastará cerca de uma hora para chegar. Os custos para ir com uma agência de turismo ou táxi seriam bem maiores. Uma dica interessante é se preparar para a entrada de dois policiais no ônibus, um filmando todos os passageiros e outro com uma arma de alto calibre – trata-se de norma de segurança local.

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Na Cidade do México também conhecemos o centro histórico e apreciamos as comidas, as bebidas, as vestimentas e as músicas locais. Apesar de haver quantidade razoável de lixo e pedintes nas ruas, há também muitos policiais.

Em resumo, foi uma ótima experiência, apesar dos pontos negativos que descrevemos – e estamos certos de que quanto mais conhecemos a história dos locais a serem visitados e temos informações sobre eles, mais prazerosa é a viagem! 

Foto de capa: jurvetson/Flickr