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Não era apenas um final de tarde de um sábado qualquer, era o final de tarde de um dos sábados que mais eu tinha o sorriso estampado na cara. Como viajante, tenho minha lista de lugares e experiências que quero realizá-las, e naquele momento, o Stella Australis partia do porto de Punta Arenas em sua viagem de número 86, no sul do Chile, em uma expedição ao fim do mundo, e eu e o Daniel Thompsom, que comanda o Mochileiro das Maravilhas, estávamos encantados com toda a energia do lugar e do momento.

Há alguns anos eu namorava com essa viagem à Patagônia e Terra do Fogo, li bastante sobre as descobertas de Darwin e sobre as rotas dos cruzeiros da Australis. Em outubro/2013 embarcamos em uma das viagens mais bonitas que já fizemos. A Patagonia e a Terra do Fogo encantam com as belezas de um mundo de extremos, perdi as contas de quantos glaciares vi, os bosques selvagens da Bahia Ainsworth são incríveis, os barulhos dos elefantes marinhos e do desprendimento dos glaciares eram de arrepiar, e chegar até o encantador Cabo de Hornos, um lugar que por ser um extremo e que está na lista de milhares de viajantes, foi o ponto forte da viagem. Muitos clichês para um único parágrafo, mas não tive outras palavras para descrever o quão incríveis foram os cinco dias a bordo do Australis.

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No navio haviam quatro casais brasileiros, alguns chilenos, europeus, australianos e americanos, o público era formado por pessoas que buscam natureza e aventura, já que o Australis é um cruzeiro de expedição, e não daqueles que possuem noite do comandante, jantares de gala, baladas e etc. Todas as informações sobre temporadas, rotas, navios, excursões e o que está incluso você encontra clicando aqui.

DIA 01: Punta Arenas e embarque

Antes de fazer o check-in no Australis fomos conhecer um pouco da pequena Punta Arenas. Fizemos tudo a pé e passamos rápido pelo monumento a Hernando de Magallanes, Hotel Cabo de Hornos, Plaza de Armas – onde fizemos o check-in do navio. Almoçamos em um restaurante em frente ao porto, andamos até o mercado municipal e depois seguimos para o porto para embarcar.

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O check-in é feito na cidade, ao lado da Plaza de Armas, entre 13h e 17h. Logo após o embarque um dos tripulantes nos levou ao nosso quarto, onde encontramos nossas mochilas. Em seguida fomos ao coquetel de boas vindas para conhecer o capitão e a tripulação, fizemos um brinde e subimos para ver o navio partir. Deixamos Punta Arenas e seguimos rumo ao extremo sul, através do Estreito de Magalhães. O frio apertou e descemos para o bar, ponto de encontro da maioria dos viajantes do navio. O som do auto falante informou que o jantar estava servido, era hora de jantar e dormir bem para aproveitar o dia seguinte. A aventura estava apenas começando.

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DIA 02: Bahía Ainsworth e Ihas Tuckers

Acordamos com a chamada para o café da manhã e nos equipamos para a nossa primeira descida. A paisagem era linda e nós conheceríamos naquele momento a Bahía Ainsworth. Descemos do barco nos botes especiais para aquelas águas e logo alí a aventura do dia começava. Navegamos menos de dez minutos até chegar em terra, no caminho avistamos uma família de elefantes marinhos. O nosso guia explicou sobre as espécies da fauna e flora da região e fizemos uma trilha, onde terminamos tomando uísque com gelo glaciar. 🙂

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Perdi as contas de quanto tempo ficamos fora do navio, voltamos para almoçar e navegamos em direção as Ilhas Tuckers, a nossa segunda parada do dia para ver uma colônia de pingüins de magalhães e outra dos cormoranes. Em respeito aos animais não descemos do bote. Voltamos para o navio e após o jantar assistimos um documentário da National Geographic sobre os lugares que conheceríamos no dia seguinte. Viagem incrível!

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DIA 03:  Glaciar Pía e Avenida de los Glaciares

Navegamos pelo canal Beagle em direção ao Glaciar Pía, um dos mais bonitos da Terra do Fogo. Após o café da manhã nos preparamos para o desembarque, uma trilha até um mirante nos esperava. Gelo, montanha, muito verde, frio, neve e muitas sensações bacanas englobaram o momento. A trilha até o mirante é de nível médio, já que em muitos momentos haviam subidas e tivemos ajuda de cordas. Para quem não deseja se aventurar muito, sempre há uma opção mais leve.

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Voltamos para o navio e outro momento esperado estava para de acontecer. Entraríamos em breve na Avenida dos Glaciares, e para compensar a trilha a equipe do Australis organizou um pequeno evento para o momento. Como já diz o nome, a Avenida está repleta de glaciares e quando passávamos na frente de cada um, como por exemplo o Glaciar França, uma rodada de vinho e queijos franceses era servida… momento relax e de pura beleza e descontração. A noite, depois do jantar, teve mais documentário sobre natureza.

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DIA 04 – Cabo de Hornos – Bahía Wulaia

O dia mais esperado para muitos que estavam no navio. Navegamos pelo canal Murray e pela bahía Nassau até chegar no Parque Nacional Cabo de Horno, no extremo sul, no rumo da Antártida. 🙂 Acordamos cedo para tentar desembarcar, pois o desembarque nunca é certo e depende das condições climáticas. O Cabo de Hornos foi descoberto em 1616 e durante anos foi uma importante rota de navegação para os navios entre os oceano Pacífico e Atlântico, é conhecido como o fim do mundo e foi declarado reserva mundial da biosfera em 2005.

O capitão autorizou a descida e junto com o ok veio o frio na barriga. O mar estava com ondas fortes, o frio era intenso e o vento era de levar qualquer ser com menos de 50 kg. 🙂 Entramos no bote e seguimos para o Cabo de Hornos. Em terra firme comemoramos a chegada e iniciamos a trilha até o monumento principal, depois seguimos até o farol e a igrejinha. Fomos um dos primeiros a chegar e os últimos a sair. Ficamos apenas uma hora, tempo suficiente pra viver o lugar e fotografar.

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Voltamos para o navio, tomamos café e fomos nos preparar para descer na bahía Wulaia, um lugar histórico. Charles Darwin desembarcou alí em 1833 durante a viagem a bordo do HMS Beagle. A beleza do lugar é incrível, recebemos as informações sobre o lugar, geografia, vegetação e iniciamos a trilha para o mirante, um dos pontos altos da viagem. No mirante, o nosso guia pediu para que o grupo fizesse um minuto de silêncio, para viver a natureza… todos ficaram por mais de cinco minutos calados, vivendo o momento.

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Após o jantar teve um bingo, um concurso de fotos e o leilão da carta de navegação. Seguimos em direção a Ushuaia, onde passaríamos a noite a bordo esperando o desembarque na manhã do sia seguinte.

DIA 05 – Ushuaia

Acordamos na cidade mais austral do mundo. Ushuaia é a cidade mais importante da Terra do Fogo, aqui voos de todas as partes da América do Sul chegam durante todo o dia. Vários passeios para explorar a região são oferecidos por agências logo saída do porto. Ficamos ainda quatro dias explorando a cidade, que contarei em outros posts.

Após o café da manhã voltamos para o quarto, fizemos check-out e quase com lágrimas nos olhos nos despedimos do Stella Australis e dessa viagem que ficará para sempre na memória. Uma das mais lindas que já fiz.

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Serviço

Sobre rotas, saídas, valores e outras informações, acesse o site da Australis: www.australis.com

Para chegar até Punta Arenas (Chile) ou Ushuaia (Argentina), voos diários saem de São Paulo com conexão em Santiago ou Buenos Aires.

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Temos outro post sobre a viagem: Gosta de Aventura? Conheça a Australis


* O blog Vou Contigo Lifestyle viajou entre Punta Arenas e Ushuaia a convite da Australis e da AD Comunicação.