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Este post não tem cunho histórico, geográfico, nem informativo. São simplesmente dez coisas que eu observei nesses seis meses de Buenos Aires e por essa razão são as minhas impressões, baseadas nas minhas experiências que obviamente são únicas, pessoais e intransferíveis. Concluindo, pode ser totalmente diferente da sua percepção ou a de qualquer outra pessoa ;).

1 – Os porteños são bipolares. Pode parecer uma conclusão absurda, mas foi o diagnóstico de uma colega, porteña por sinal, para descrever a repentina mudança de humor e comportamento dos seus companheiros. É muito normal que em um dia eles estejam super felizes e te deem aquele ¡hola! animado e no outro simplesmente não te olhem; ao perguntar se está tudo bem, a resposta quase sempre é “não acordei bem hoje”.

2 – A Argentina realmente tem um dos melhores sorvetes de doce de leite do mundo ou ao menos, a maior variedade; doce de leite com nozes, doce de leite com brownie, doce de leite com Oreo… e os meus favoritos estão na Persicco, que me foi apresentada pelos queridos Túlio e Paula do blog Aires Buenos.

3 – Os taxistas porteños são grandes privilegiados, já que se sentem no direito de decidir para onde querem viajar e quando querem negociar, além de enganar os seus clientes. Só nessa semana eu entrei em 3 táxis que me fizeram descer por não querer me levar até o destino final porque a região não lhes interesava. Além disso, muitos deles insistem em te fazer de idiota e dão voltas e voltas ou simplesmente fazem um pequeno truque com o taxímetro – óbvio que sempre com o objetivo de fazer você pagar mais.

4 – O sistema de transporte é precário e antigo, já que Buenos Aires foi a primeira cidade da América do Sul a ter uma linha de metrô subterrâneo, mas a iniciativa não foi algo contínuo e hoje, as estações de metrô da cidade são antigas e não conectam a todos os pontos da capital. Os motoristas de ônibus são os reis da antipatia e quase sempre dirigem em uma velocidade muito maior à que deveriam.

5 – Apesar da inflação, ainda é possível comer muito bem e por menos que em São Paulo, por exemplo. Uma experiência em um restaurante de portas fechadas com um chef digno pode custar R$ 100,00 por pessoa.

6 – Há muitos parques e os porteños sabem aproveitá-los. No inverno é comum ver pessoas praticando esportes e no verão, ver pessoas curtindo um sol de biquini e sim, em plena grama.

7 – As pessoas em geral são muito gentis com quem pede ou precisa informação nas ruas; por mais de cinco vezes estava parada com uma cara de perdida ou simplesmente procurando um lugar e alguém se aproximava oferecendo ajuda.

8 – “100 pesos no es nada” é uma frase muito frequente. Um café da manhã pode custar em média de 36 a 50 pesos e uma cerveja de 1 Litro em um bar custa em média-65 pesos.

9 – Há um problema sério com a idade mental dos porteños para relacionamentos. Era normal na minha empresa ver “meninas” de 27 anos com amores platônicos diferentes a cada dia ou super felizes porque um dos carinhas bonitos da empresa deu uma “cutucada” no Facebook. Eu não sei se eu sempre simplifiquei as coisas demais ou eles simplesmente dificultam todo o processo, mas é fato que isso gera toda uma histeria tanto nos homens como nas mulheres.

10 – Os amigos de verdade são os amigos do colégio, da infância. Não importa se tal pessoa tem 30 anos e já não tenha mais nada a ver com aquela melhor amiga do colegial, eles simplesmente valorizam e muito os laços da infância e evitam misturar essas amizades com as do trabalho, com o grupo de running e etc. E claro, isso dificulta muito fazer amizade com um porteño for real e é por essa razão que nesses 6 meses eu só contruí duas amizades reais – com um casal de brasileiros.